RIP - Malcolm Young (AC/DC) - We Salute You!

Entrevista: Stolen Rhodes

Os Stolen Rhodes começaram há quatro dias em França a sua tour europeia, para apresentar o álbum Bend With The Wind. Ainda antes disso, diretamente desde Filadélfia, a sua terra natal, Matt Pillion falou a Via Nocturna sobre esta vinda e sobre o álbum que vêm apresentar. Aqui ficam as suas palavras.

Viva! Tudo bem? Para começar, podes apresentar os Stolen Rhodes aos rockers portugueses?
Olá! Estou ótimo, obrigado! Olá Portugal, sou Matt Pillion, vocalista/guitarrista/saxofonista dos Stolen Rhodes. Na guitarra principal, temos Kevin Cunningham. No baixo, temos Jack Zaferes e na bateria temos Chris James. Somos de Filadélfia, PA. Chamo a música que fazemos de Americana Rock, porque nas músicas que escrevemos podes ouvir elementos de rock, blues, country, folk, e até mesmo algum R & B old-school. Muitas pessoas chamam-nos de Southern Rock, mesmo não sendo do sul dos EUA. Apenas digo que soamos como nós somos, da América, assim que Americana Rock parece agradável.

Como tem sido a vossa existência desde a formação?
Bem, aqui fica um pouco da história de como a banda se formou. Rhodes Stolen inicialmente começou como uma forma de eu gravar bastantes músicas que tinha escrito. Na altura, não fazia parte de nenhuma banda, por isso, chamei alguns velhos amigos para me ajudar a dar vida às músicas. Quando o nosso guitarrista Kevin Cunningham se juntou a nós, houve química instantânea e percebemos que tínhamos uma banda real entre mãos! Isto foi em 2009. Andamos alguns anos em tournées regionais pelos EUA antes de nos transformarmos, oficialmente, numa banda que a tempo inteiro andava em tournée por todo o país, em 2014. Foi uma viagem louca, toneladas do trabalho, mas cada minuto valeu a pena. Não me imaginava a fazer outra coisa.

Falando do álbum Bend With The Wind, como o descreverias para quem não vos conhece?
O nosso objetivo quando fizemos Bend With The Wind foi dar aos fãs um disco que capturasse a energia e a experiência de um espetáculo ao vivo dos Stolen Rhodes. Acho que ficamos muito próximos. A energia sobe e cai, depois sobe novamente como uma performance ao vivo e, em seguida, o disco fecha com uma canção que muitas vezes tocamos ao vivo, a nossa versão Rosalita de Bruce Springsteen. Esse também era um novo território para nós - nunca tínhamos gravado uma versão antes. Na verdade, neste disco, fizemos muitas coisas que foram novas para nós, como escrever várias músicas completamente no estúdio e incluir duas melodias acústicas descontraídas entre os temas rock up-tempo. Acho que é um disco muito emocionante e estou muito orgulhoso disso. Acho que é a melhor composição que já fizemos como banda e acho que, em estúdio, realmente conseguimos as melhores performances possíveis. Estou muito animado para que os fãs em Portugal o possam ouvir!

De onde vem toda essa criatividade?
A inspiração vem de qualquer lugar - só tens que a agarrar na altura certa. As nossas músicas são sobre uma variedade de tópicos, amor, as lutas do trabalho para fazer face às despesas, a eliminação de hábitos autodestrutivos, ou mesmo apenas uma boa canção com uma história à moda antiga. Quando a inspiração chega, só tens que te deixar levar até algum lugar, e tu nem sempre sabes onde esse lugar vai ser. Para mim, essa é a coisa excitante a respeito da composição.

Como funciona o processo de escrita nos Stolen Rhodes?
Para nós, sinto que as nossas músicas mais fortes são as que escrevemos juntos. De uma maneira geral, uma pessoa traz para a banda uma música que pode ou não estar completa. Reunimos e trabalhamos na música, colocando os nossos próprios toques, quer liricamente, musicalmente ou em termos de arranjos. Todos nós trazemos forças diferentes para a mesa, portanto quando tudo está no lugar certo, o todo é maior do que a soma das partes. Há outras vezes quando, por exemplo, Kevin tem um riff de guitarra no qual está a trabalhar e a música cresce em torno disso. É uma espécie de mistura de ambos e isso acontece organicamente.

Queres falar um pouco da forma como decorreu o processo de gravação? Onde gravaram?
Certo! Gravamos Bend With The Wind com o nosso produtor, David Ivory. Ele possui os Dylanava Studios, que é uma incrível academia fora da Philadelphia. Também já tínhamos trabalhado com ele no nosso EP Slow Horse. Ele é muito bom a gerir a nossa energia e ajuda-nos a concentrar para obter, não só o melhor desempenho mas também a melhor composição. David, também traz muita experiência de gravação. Trabalhou com os The Roots, Silvertide e com os vencedores de um Grammy, Halestorm. Também trabalhou no lendário Sigma Sound em Filadélfia, portanto sabíamos que iríamos ter um disco com um grande som tendo David no comando. Tê-lo como nosso produtor e mentor ajudou-nos a crescer como banda. Como já disse, fizemos muitas coisas novas neste disco. Uma dessas novidades favoritas foi gravar duas faixas acústicas (Makin' Money e So Long) ao vivo em um ou dois takes. Também escrevemos a música Get On Board, totalmente em estúdio. Isso também foi uma novidade para nós: nunca lançamos uma música que tenha sido feita durante a gravação de um disco. Escrever para este disco foi como pisar fora da minha zona de conforto, o que se tornou muito gratificante quando ouço como saiu.

Em breve iniciarão a vossa tour europeia? É a vossa primeira vinda cá?
Sim! Iremos fazer 27 datas na Europa em janeiro e fevereiro. Visitei a Europa uma vez quando tinha 18 anos, mas esta será a primeira vez que eu vou tocar aí. Estou muito, muito animado... não só por visitar novamente a Europa, mas também para conhecer os fãs europeus e tocar para o público europeu. Tenho muitos amigos músicos que já visitaram a Europa antes, e penso que a maioria deles prefere andar em tournée aí do que em qualquer outro lugar! O que ouço, mais do que tudo, é que o público na Europa é incrível. Os fãs europeus adoram a música rock e gostam de ir aos concertos. Mal posso esperar!

Estão a preparar alguma coisa especial para essa tournée?
Claro! Trazemos coisas novas para apimentar as músicas, quer se trate de acrescentar algumas jams prolongadas entre as músicas, ou estrear algumas músicas novas. Acima de tudo, porém, o público deve estar preparado para um show de rock que os prenderá e os manterá lá até à última nota! Quando o público está feliz, nós estamos felizes, por isso, tentaremos dar-lhes uma experiência que nunca esquecerão!

Obrigado, Matt! As últimas palavras são tuas...
Obrigado pelas perguntas, sinceramente, gostei! Por favor, visitem-nos no nosso site em stolenrhodes.com e no Facebook (facebook.com/stolenrhodes), Instagram (instagram.com/stolenrhodes) e Twitter (twitter.com/stolenrhodes). Além disso, se ainda não têm uma cópia de Bend With The Wind, podem obtê-la no iTunes (bit.ly/2dSt8YN) ou uma cópia física na nossa loja online (bit.ly/elbendwiththewind). Obrigado, Portugal! Os melhores cumprimentos desde Filadélfia!

Comentários