terça-feira, 26 de setembro de 2017

Review: Very Heepy Very Purple VII (Avi Rosenfeld)

Very Heepy Very Purple VII (Avi Roselfeld)
(2017, Independente)
(5.5/6)

Já vai na sétima parte a coleção que Avi Roselfeld resolveu chamar de Very Heepy Very Purple. O porque do nome já o percebemos até de alguns dos capítulos anteriores – a vertente hard rock muito retro bem dentro do que grupos como os Deep Purple e Uriah Heep faziam. Muito órgão analógico, muitas guitarras, boas melodias e arranjos bem elaborados e estruturados fazem desta coleção uma sequência lógica do que o músico israelita vinha a fazer neste campo. No entanto, há algo de novo nesta sétima parte. Por momentos a costela hard rock aproxima-se mais de um heavy metal clássico, como por exemplo em Tail Gunner, onde a participação de Ivan Giannin (ex-Derdian) pode também ser responsável por essa aproximação. Por outro lado, Took The Morning Train tem um groove sulista que a aproxima dos ZZ Top. Depois há um tema de enorme beleza e sentimento, City Gates, com fantásticos diálogos entre a guitarra e os teclados e que também é algo de novo nas criações de Avi Roselfeld. Novo, mas de enorme qualidade, já que este é um dos temas mais brilhantes do disco. Como sempre há a participação de inúmeros músicos de todo o mundo, sendo o campo vocal particularmente interessante, com cada tema a ser cantado por um vocalista diferente o que transparece uma palete de emoções e timbres diferenciados que só ajuda a engradecer Very Heepy Very Purple VII.

Tracklist:
1.      Walls Of Castle Black
2.      Somebody Alone
3.      Caesars
4.      Castle Knights From Edinburgh
5.      Evil Clown
6.      City Gates
7.      Rock In Heaven
8.      Took The Morning Train
9.      Layla’s Lover
10.  Tail Gunner

Line-up:
Avi Rosenfeld – guitarras
Tom Shapira – guitarra
Igor Pokalitov - guitarra
Vahtango Zadiev, Piyush Kapoor, Gautam Tamang, Luca Micioni, Peter Rudolf, Rilvas Silva, Ray (Blindman), Robert Hernandez, Ivan Giannini – vocais
Thomas Lofholm, Robert Cudmore, Patrik Sviberg, Alexis Breton, Mark Miller, Theo Heidfeld – bateria
Matthew Bennett, Nick Foley, George Barabas, Carlo Peluso, Thomas Vogt – hammond
Sergey Engel, Jon Garcia, Alessandro Incremona, Marco Brandino, Anton Wannemakers, Ian McIntosh, Nicolas Lopes – baixo
Gabriele Caroniti – baixo e bateria
Salvo D’Addeo, Victor Hugo Santafe Ossa - teclados

Internet:
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segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Entrevista: Ten

Depois de dois álbuns para a Rocktopia, os Ten regressam à sua editora de (quase) sempre, a Frontiers, para lançarem o álbum mais negro da sua história, Gothica. E a banda britânica, que já leva mais de duas décadas de carreira, continua a mostrar-se em plena forma. Desta vez, foi o guitarrista solo, Dann Rosingana, quem nos respondeu.

Olá Dann, como estás? A última vez que entrevistamos o Gary, em 2015, estavam de saída da Frontiers para a Rocktopia. Agora, dois anos passados, os Ten estão de regresso à editora italiana. O regresso do filho pródigo?
Bem, Gary tem uma história tão longa com a Frontiers, que acho que haveria sempre essa possibilidade de os Ten trabalharem novamente com Frontiers.

Já tinham o álbum terminado quando assinaram pela Frontiers?
Não. Só terminamos o álbum no final de 2016. Gary deu-nos as demos em outubro e eu fiz as minhas peças em dezembro.

O que mudou em Gothica em comparação com os vossos últimos trabalhos?
Gothica tem algumas músicas longas com partes instrumentais. Mais do que em Albion e em Isla de Muerta. Incluímos muitas ideias e sons de teclados pelo que acho que trazemos algo novo com este disco.

Tudo isso também dá uma ideia de um registo um pouco mais escuro. Concordas?
Sim, definitivamente é um registo mais escuro, mais do que os dois últimos. Muitos dos meus amigos também já mencionaram isso.

Mas mantendo a mesma temática em termos históricos?
Sim. Os assuntos que Gary escreveu inclinam-se para um som pesado som e perspetiva de se fazerem músicas mais longas, algo que eu penso ser uma boa ideia.

Como decorreu o processo da composição de Gothica, podes fala-nos disso?
O processo foi o mesmo que os nos dois últimos álbuns. Gary vai até à fase onde tem as canções e eu costumo tê-las durante cerca de duas semanas, ouvindo-as muito, no carro ou em casa. Quando estou a ouvir, gosto de cantar a forma como deve ser o solo quando não tenho uma guitarra comigo. Durante as duas semanas seguintes registo algumas ideias. As gravações finais são feitas com Gary para que ele possa ouvir novamente na eventualidade de fazermos pequenas mudanças.

Há uma tendência notória de fazer algo diferente do que fizeram em Albion e Isla de Muerta. Foi premeditado?
Bem, uma vez que Albion e Isla de Muerta faziam parte de um grande lote de músicas que se tornaram nos dois álbuns e que tinham semelhanças, acho que sim. Quando ouvi a demo com as faixas para Gothica, percebi que desta vez Gary tinha enveredado por um som diferente.

Entre estes lançamentos e este novo, lançaram The Dragon And St. George, um EP, algo que não acontecia desde 1999. Quais foram os objetivos?
Pensamos que o EP The Dragon And St. George era uma boa ideia. Tínhamos algumas músicas que não estavam nem em Albion nem em Isla de Muerta, de modo que era uma boa maneira de os lançar. Também gostei muito da capa desse EP.

Há rumores para a edição de um DVD ao vivo. O que há de específico sobre isso?
Esperamos fazer mais espetáculos no próximo ano e fazer um DVD ao vivo foi falado, já que a banda comemorou recentemente o seu 20º aniversário. Espero que seja feito no ano que vem, depois de termos tido uma série de espetáculos.

E quanto a uma tournée? Existe alguma coisa definida?
Conversamos com um promotor para alguns espetáculos na Europa, que esperamos venham a acontecer no próximo ano. Ainda não há nada finalizado, mas seria ótimo fazer alguns espetáculos porque a banda está a tocar bem e para obter imagens para um dvd ao vivo. Porém, não é fácil, fazer viagens com todo o tempo que é necessário, mas esperamos que isso possa acontecer.

Obrigado, Dann! Queres acrescentar mais alguma coisa?
Obrigado a todos pelos comentários positivos sobre o último álbum. Tenho tido dois anos fantásticos desde que me juntei aos Ten e fiz muitos amigos novos. Espero ver-vos a todos no ano que vem!

domingo, 24 de setembro de 2017

Flash-Review: Diving (Grandfather's House)

Álbum: Diving
Artista: Grandfather’s House   
Edição: Independente
Ano: 2017
Origem: Portugal
Género: Alternative Rock, Electronic Pop Rock
Classificação: 4.1/6
Análise:
Muito longe da influência blues do primeiro trabalho, os bracarenses Grandfather’s House embarcam no seu trabalho numa viagem mais orientada para a pop eletrónica e alternativa. Aqui e ali as guitarras ganham peso, distorção e corpo e atingem-se os melhores momentos. A voz de Rita Sampaio flutua sobre todo um conjunto de ritmos mecanizados e com uma acentuada dose de negritude. Adolfo Luxúria Canibal, ajuda a aumentar essa vertente com uma bem destacada participação no tema de abertura.
Highlights: Nah Nah Nah, Drunken Tears, Sorrow, Nick’s Fault
Para fãs de: Mão Morta, For Pete Sake, Best Youth, Little Hurricane, Kim Logan

Tracklist:
1.      Nah Nah Nah
2.      Drunken Tears
3.      You Got Nothing To Lose
4.      Sorrow
5.      She’s Looking Good
6.      In My Black Book
7.      Nick’s Fault
8.      I Hope I Won’t Die Tomorrow

Line-up:
Rita Sampaio: sintetizadores e vocais
Tiago Sampaio: guitarras
João Vitor Costeira: bateria

Convidados:
Adolfo Luxúria Canibal: vocais
Nuno Gonçalves: teclados
Mário Afonso: saxofone

sábado, 23 de setembro de 2017

Notícias da semana

A banda internacional Tragul (com membros Diabulus In Musica, Pergana, Flotsam And Jetsam, Blind Guardian, Tarja, Rhapsody, Serious Black) tem um novo vídeo para o tema Into The Heart Of The Sun. Este tema mostra um lado mais progressivo da banda misturado com a voz clássica de Zuberoa Aznárez.


A Devil’s Din, é a banda criada pela mente psicadélica do canadiano David Lines, líder de um trio que ainda inclui Thomas Chollet (baixo) e o virtuoso baterista Dom Salameh. Depois de One Day All This Will Be Yours (2011) e Skylight (2016) o trio prepara-se para lançar One Hallucination Under God a 29 de setembro. O vídeo para Home foi estreado no Pure Grain Audio, enquanto o vídeo do tema Eternal Now também já pode ser visualizado.


O tema Four Stroke Woman dos Honeymoon Disease foi alvo de um lyric video. Este tema faz parte do album Part Human, Mostly Beast que será lançado a 27 de outubro pela The Sign Records.



Astronaut é o novo single da banda internacional Perfect Blue Sky e que será lançado a 20 de outubro. Este tema faz parte do álbum The Eye Of Tilos. O vídeo foi filmado em julho pela galardoada Mikaela Holmberg na Finlândia.



Os Offensive Ground anunciaram o lançamento a 29 de setembro do seu primeiro single, Salvage Dump. O tema faz parte do álbum de estreia dos suecos intitulado Nightmare Kings.



O quinto álbum dos Voice, The Storm, sairá a 20 de outubro pela Massacre Records e conta com mistura de Mirko Hofmann nos Horus Sound Studio e masterização de Mika Jussila nos Finnvox Studios. A componente portuguesa neste coletivo germânico está na capa criada por Augusto Peixoto/IrondoomDesign. Os Voice avançam que The Storm está mais orientado para ganchos apelativos e melodias de guitarras, criando facetas ainda não ouvidas nos seus trabalhos anteriores.


Os Corners Of Sanctuary separaram-se do seu vocalista Frankie Cross e já anunciaram o nome do seu substituto: Treese Logan. Entretanto, foi avançado o novo vídeo da banda, Dreams, com a participação de Kayla Marie dos Powerless Rise. Quanto ao novo álbum, sabe-se que se irá chamar The Galloping Hordes, mas ainda não há data para a sua saída.


Já está no mercado o segundo álbum dos Le Roi intitulado Elämä. Este novo trabalho mantém a mistura de pop, rock, metal e eletrónica mas evolui no sentido de ser um disco com um som mais pesado com emoções rápidas e bombásticas.



O novo projeto de Rob Cottingham, fundador dos Touchstone, chama-se Cairo e combina a magia dos teclados, electrónica e dinâmicas de guitarra do rock contemporâneo. O álbum de estreia chama-se Say e está disponível através da Heavy Right Foot Records/Cherry Red Records. Podem visualizar o vídeo do tema título, um vídeo promocional do álbum e samples.



Castles Of Sand é o título do segundo disco dos russos Starsoup. Esta colecção de temas prog rock (com referências a Queensryche, Savatage ou Metallica) estará disponível a partir de dezembro.




Os Basement Saints acabam de lançar o seu primeiro single do novo álbum. Intitulado Rooftop Riddles, faz parte de Bohemian Boogie a lançar apenas em novembro. Free soul rock ‘n’ roll é o menu, mas interpretem a vossa maneira através da sua visualização aqui.



Depois do single de apresentação Acção-Reacção, Salvador Menezes mostra-nos agora um lado mais pop com a canção Jugoslávia. Gravado e misturado por Luís “Benjamim” Nunes, este segundo single conta mais uma vez com a participação de Tomás Sousa na bateria (You Can’t Win, Charlie Brown e Minta & the Brook Trout). Coproduzido por Salvador Menezes, Luís Nunes e Afonso Cabral, o álbum terá o selo Pataca Discos com o apoio da Vodafone FM e a GDA.



Os Hällas associaram-se à Doomedand Stoned para revelarem o vídeo do tema Star Rider, retirado do excelente Excerpts From A Future Past, a lançar a 13 de outubro pela The Sign Records.



A Declassified Records anunciou o lançamento do EP de sete temas, em formato digital, das lendas do prog fusion, Bang Tower. O EP intitula-se Hey, Where’d Everybody Go? e está próximo do material apresentado no aclamado álbum de 2016, With N With Out.




O novo vídeo dos hard rockers italianos Closer, intitulado Battle Within, foi lançado esta semana. Este tema faz parte do novo álbum Event Horizon com lançamento mundial agendado para 17 de novembro pela Broken Road Records. Este trabalho já conta com a prestação vocal do novo vocalista Simone Rossetto.

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Entrevista: Tomara

Com uma incrível experiência acumulada, Tomara acaba por ser a revelação individual, o novo “eu” de Filipe Monteiro que assina Favourite Ghost, um disco de paisagens belas, envolvente e cheias de sensualidade. Uma experiência inovadora que acaba por retratar na perfeição o seu criador.

Olá Filipe, tudo bem? Explica-nos como nasce este projeto Tomara? Quando sentiste essa necessidade de avançares em solitário?
O projeto, ou a ideia para ele, já vem de há muito tempo, talvez desde a extinção dos Atomic Bees (minha antiga banda nos idos anos 90). Mas acho que só há cerca de de 5 ou 6 anos é que a ideia se começou a materializar. Dediquei-me durante muitos anos a outros projetos musicais (tanto como músico ou como realizador) e de alguma forma isso foi-me preenchendo a necessidade de estar em contacto com música todos os dias. Mas sempre senti que tinha de fazer algo meu. Acho que o casamento (com a Márcia) e a paternidade me deram a estrutura para percorrer o caminho até aqui. Este disco não existiria fora da minha cabeça sem eles.

Porque a escolha do nome Tomara?
É uma das minhas palavras preferidas na língua portuguesa. Gosto muito do seu som. E é uma palavra de futuro, esperançosa. E na verdade o batismo do projeto também se deve à Márcia.

Neste trabalho assumes a quase totalidade dos instrumentos. Sentes-te mais à vontade assim?
Mais ou menos. Não foi uma opção declarada, nem é um aspeto do qual eu queira fazer “bandeira” do projeto, o facto de tocar tudo e fazer tudo sozinho. Aqui aconteceu assim, por vários motivos. Um misto de control freakness da minha parte e de pudor. Muitas vezes pensei em convidar amigos (que não faltam felizmente) para gravar coisas mas fui assaltado pelo pudor de achar que estava a envolver outras pessoas numa coisa que nem eu sabia onde ia dar. Senti que ter o Samuel Úria, por exemplo, a tocar num dos temas seria estar a “pôr-me em bicos de pés”, mesmo sendo eles uns dos melhores amigos que tenho. Uma das minhas pessoas preferidas.

E depois tens alguns convidados. Queres apresenta-los?
Surgiram já num estado adiantado da produção do disco. Quando passou um pouco o pudor de que falava ainda agora. Quando as canções começaram a ficar prontas quis incluir alguns arranjos de metais e cordas. E convidei um lindo quarteto de cordas com quem já tinha trabalhado no último disco da Márcia; A Ana Claudia Serrão, a Joana Cipriano, a Ana Filipa Serrão e a Ana Pereira. E também um trio de metais com o João Cabrita, o João Marques e o Jorge Teixeira. E, claro, tenho um dueto com a Márcia numa canção muito especial para mim, que só poderia ser ela a cantá-la comigo.

Sei que tiveste um trajeto bastante enriquecedor. Queres revelar-nos como foi esse teu trajeto e processo de crescimento?
Aparte do Curso de Design de Comunicação na FBAUL, que acabou por ditar a minha paixão pelo vídeo, sempre procurei estar ligado à musica. E de facto sempre estive, desde os 6 anos, altura em que comecei a aprender piano e depois guitarra. Esse amor infinito que tenho à música ditou que em vez de trabalhar em Publicidade (algo que fiz durante 4 anos como editor/pós produtor de vídeo) me dedicasse quase exclusivamente a trabalhar em projetos musicais; quer fossem videoclips, documentários, etc. Em 2006 comecei a trabalhar com os Da Weasel e com o David Fonseca no desenho vídeo dos seus concertos. E é algo que ainda faço e que me dá um gosto tremendo. Entretanto desde aí tenho colaborado com imensos artistas nessa vertente de conteúdos para live vídeo. Para mim a música e a imagem caminham lado a lado. Em paralelo continuei sempre a tocar; durante alguns anos com a Rita Redshoes e a partir de 2011 com a Márcia com quem continuo a tocar até hoje e para sempre.

Este disco tem uma mistura de temas instrumentais e vocalizados. De que forma é feito esse enquadramento em termos de composição?
Vêm todos do mesmo sitio. O disco, na minha cabeça, começou por ser só instrumental. Talvez porque para mim essas paisagens sonoras trouxessem também inúmeras imagens por criar. E pensei que seria um projeto assim - som e imagem - e fazia sentido. Com o passar do tempo foram surgindo frases, melodias cantadas que me fizeram olhar para algumas dessas coisas como canções (no sentido mais tradicional) e aí já não havia volta a dar. Porque já não conseguia “vê-las” sem a presença da voz. E foi esse um dos desafios que mais tempo consumiu à produção do disco. A procura da minha voz, do meu timbre, assumir esse nível diferente de exposição. Cheguei a um ponto em que poderia lançar dois discos de uma vez - um instrumental e outro de canções. Mas achei que fazia mais sentido ter um disco misto nesse sentido. Porque é isso que de facto sou enquanto músico e compositor.

Podes falar-nos da experiência da gravação. Como decorreu?
Atribulada e demorada! Gravei em vários estúdios “caseiros” as primeiras demos. O primeiro inundou-se, o segundo fomos “expulsos” passados alguns meses de aluguer. Terminei as demos num estúdio de fotografia de um amigo (Filipe Rebelo) que me deu guarida durante imenso tempo. Gravei todas as guitarras, pianos e algumas vozes num enorme ciclorama com uma acústica e reverberação incríveis. Depois fui para o Porto gravar as baterias de forma mais “séria” no Cabriolet Music Studio da Inês Lamares. Aí também gravei uma ou duas guitarras. E finalmente fui para o Golden Pony em Lisboa terminar tudo com o Eduardo Vinhas. Gravámos vozes finais, cordas, metais e fizemos as misturas das canções.

Que projetos tens em mente vir a realizar nos próximos tempos?
Trabalhar no sentido de levar o projeto para palco. E construir um espetáculo que consiga transpor as canções e o universo do disco da melhor forma possível.

Obrigado. Queres acrescentar mais alguma coisa?
Sim. Que foi um prazer responder a estas perguntas. Um abraço.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Playlist Via Nocturna 21 de setembro de 2017


Flash-Review: Captains And Kings (Conclusion Of An Age)

Álbum: Captains And Kings
Artista: Conclusion Of An Age   
Edição: Dr. Music Records     
Ano: 2017
Origem: Alemanha
Género: Heavy Metal, Melodic Metal, Modern Metal
Classificação: 5.6/6
Análise:
Captains And Kings é disco entusiasmante pela sua abordagem melódica a um heavy metal moderno. Longe de existirem densas paredes sónicas, os Conclusion Of An Age optam por uma abordagem diferente. E é aqui que entra um sensacional trabalho de guitarra, quase sempre a solo, mesmo que nem sempre a solar. E este conjunto de temas consegue ser, simultaneamente, simples para permitir a rápida adesão às suas melodias e complexo nas estruturas criadas. Coletivo promissor!
Highlights: Infinite War, Captains And Kings, Days Turn Into Night, Tyranny Falls, Surrounded By Enemies
Para fãs de: Avenged Sevenfold, Trivium, Disturbed, Oversense, Alter Bridge, Sylosis

Tracklist:
1. Arms Race
2. Infinite War
3. The Broken Throne
4. Captains And Kings
5. Days Turn Into Night
6. At The Edge
7. Tyranny Falls
8. Surrounded By Enemies
9. Time Collapses

Line-up:
Kevin Di Prima - vocais
Michael Kaiser - guitarras
Julian Kaiser - guitarras
Micha Mangold - baixo
Philip Deuer - bateria

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Review: Supernova Plasmajets (Supernova Plasmajets)

Supernova Plasmajets (Supernova Plasmajets)
(2017, AOR Heaven)
(5.4/6)

Os Supernova Plasmajets têm conseguido alcançar um assinalável sucesso no seu país natal, a Alemanha, com o seu homónimo álbum de estreia. E a que se ficará a dever tal sucesso? Desde logo um visual descomprometido e longe de todos os cânones de uns praticantes de hard rock. Sim, há a clássica matiz colorida do glam, mas correntes de ouro ao pescoço e skates estão um pouco… out! Talvez seja esta abordagem visual pouco ortodoxa no género, até com alguma infantilidade pelo meio, que tenha conseguido essa chamada de atenção. Mas isso seria de todo irrelevante se a acompanhar não houvesse um mínimo de qualidade musical. E embora musicalmente Supernova Plasmajets não seja grandemente inovador, vale pela atitude, pela energia, pela vivacidade destes jovens. Onze temas de puro e descomprometido hard rock, com uma vocalista com a postura adequada e que bebem influências que vão dos Scorpions aos Whitesnake passando pelas Heart e outros nomes grandes do género. Guitarras distorcidas, melodias básicas mas diretas e funcionais e as tradicionais baladas fazem parte do repertório dos Supernova Plasmajets. A estes adicionam-se elementos de modernidade, alguns deles até bem dispensáveis como o eletrónico e techno, e têm o quadro completo. Para já, tudo isto tem sido suficiente para ir conquistando audiências e alguma crítica. Mas uma coisa é certa: este coletivo ainda tem de crescer e esclarecer quem é mais importante, se a imagem, se a música.

Tracklist:
1.      Leave Forever
2.      Supernova Team
3.      Hold You Close
4.      Turn Off The Lights
5.      Will I Ever Know
6.      Nothing’s Gonna Stop Me Now
7.      Hangin’ On My Lips
8.      Faster
9.      Fallin’ Backwards
10.  Feel Your Fear
11.  Turn Around

Line-up:
Jennifer Crush – vocais
Manni McFly – guitarras e teclados
Alexis Rose – bateria
Randy Stardust – guitarras e vocais
Cliff Bourbon – baixo

Internet:
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Edição: AOR Heaven